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sábado, 21 de abril de 2012

Você gostaria de viver nessa cidade? - Would you like to live in this city?


Veja algumas propostas que são cogitadas para o futuro de nossas cidades.

São apenas 4 minutos para termos ideia do futuro que nos aguarda. Isso é,  se deixarmos certas cabeças "pensantes" tomarem a liderança.
Parece insano? Mas pense no que há 20 anos atrás era considerado insano e hoje transformou-se em corriqueiro
(Leia a tradução do desenho, mas também preste atenção nas legendas com comentários em amarelo.)

See some proposals that are being discussed for the future of our cities.
It takes just 4 minutes to have an idea about the future that awaits us. That is, if we let some “thinking” heads take the lead.
It seems insane ? But consider things that would be considered insane 20 years ago, and today have become commonplace.
(read the translation, but also pay attention to the subtitles with comments in yellow).


                          

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um retrato psicológico da nossa sociedade


“É um fato digno de nota que a moralidade da sociedade, como um todo, está na razão inversa do seu tamanho; quanto maior for o agregado de indivíduos, tanto maior será a adição de fatores coletivos e a extinção dos fatores individuais. E a moralidade, que está baseada no sentido moral e no mérito do indivíduo também se debilita. Portanto, qualquer indivíduo é pior em sociedade do que quando atua por si só. Um grupo numeroso, ainda que composto de indivíduos decentes, equivale no tocante à moralidade e inteligência a um animal violento, estúpido e primitivo, e não a uma reunião de homens. Quanto maior for a organização, mais duvidosa será sua moralidade e mais cega sua estupidez. A sociedade, acentuando automaticamente as qualidades coletivas de seus indivíduos representativos, premia a mediocridade e tudo o que se dispõe a vegetar num caminho fácil e imoral. As personalidades individualizadas e diferenciadas são arrancadas pela raiz. Tal processo se inicia na escola, continua na universidade e predomina em todos os setores dirigidos pelo Estado.

Quando o corpo social é mais restrito, a individualidade de seus membros é mais protegida: sua liberdade será maior e, portanto, maior será a sua moralidade. Sem liberdade não pode haver moralidade. A admiração que sentimos pelas grandes organizações vacilará se nos inteirarmos do “outro lado” de tais maravilhas: o tremendo acúmulo e intensificação de tudo que é primitivo no homem, além da inconfessável destruição de sua individualidade, em proveito do monstro disfarçado que é toda grande organização... Na medida que o indivíduo for “adaptado” normalmente ao seu ambiente, nem mesmo a maior infâmia de seu grupo o perturbará, contando  que a maioria dos companheiros esteja convencida da alta moralidade de sua organização social. Há também o caso dos neuróticos, que reagem, não porque a sociedade tenha se tornado monstruosa – isto geralmente os deixa indiferentes - , mas porque não suportam o mesmo conflito dentro de si mesmos. Por isso para chegar a uma solução de seu conflito, o neurótico deve, antes de tudo, reduzir suas opiniões coletivas.

... como a individuação é uma exigência psicológica imprescindível, a força superior do coletivo nos indica a atenção especialíssima que devemos prestar à delicada planta da “individualidade”, se quisermos evitar que seja totalmente sufocada pelo coletivo.

O homem possui uma faculdade muito valiosa para os propósitos coletivos, mas extremamente nociva para a individualização: sua tendência à imitação. A psicologia coletiva não pode prescindir da imitação, pois sem ela seriam simplesmente impossíveis as organizações de massa, o Estado e a ordem social. A base da ordem social não é a lei, mas a imitação, este último conceito abarcando também a sugestionabilidade, a sugestão  e o contágio mental.

Podemos constatar diariamente como se usa e abusa do mecanismo da imitação, com o intuito de chegar-se a uma diferenciação pessoal: macaqueia-se alguma personalidade eminente, alguma característica ou atividade marcante, obtendo-se assim uma diferenciação externa, relativamente ao ambiente circundante...

Para descobrirmos o que é autenticamente individual em nós mesmos, torna-se necessária uma profunda reflexão; a primeira coisa a ser constatada é quão difícil se mostra a descoberta da própria individualidade.”

7/2 Dois escritos sobre Psicologia Analítica
O eu e o inconsciente
Dr .Carl Gustav Jung

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Futuro previsto por Aldous Huxley pode ser o nosso Presente

Em entrevista, realizada em 1958, o brilhante ensaísta Aldous Huxley, autor de Admirável mundo novo e A ilha, apresenta sua visão do futuro. Fala sobre o lado obscuro da tecnologia, propaganda, grandes corporações, drogas e controle do Estado.

O interessante é que, 53 anos depois, muitas de suas projeções tornaram-se realidade.

É importante analisar se ainda há tempo de dizer não ao Admirável Mundo Novo... atualizando... dizer não à Nova Ordem Mundial.

Por Cintia B. Silva









quarta-feira, 13 de julho de 2011

Manipulando a verdade



Para a sociedade contemporânea, nas vozes de alguns de seus intelectuais, os mitos são de pouca importância, pois não transmitem a realidade dos fatos. Na sua pior versão, eles seriam utilizados para manipular a massa inculta. Será?

. Primeiros heróis da liberdade e democracia grega - 500 a.c.
mítica - Harmódio e Aristogiton mataram o tirano Hiparco em 514 a.c., abrindo assim as portas para a democracia grega. Foram erigidas belas estátuas em homenagem aos tiranicidas.


Visto pelo ângulo da mítica ou observando as estátuas, os dois heróis deveriam possuir motivações políticas e sociais, visando com o assassinato do governante, obter liberdade e maior justiça ao povo de Atenas. Porém, se todos os detalhes forem conhecidos veremos a real motivação do crime.

Harmódio e Aristogíton eram amantes. Harmódio adolescente e Aristogíton provavelmente 30 anos. Harmódio recebeu propostas sexuais do tirano Hiparco. Propostas essas que o jovem rejeitou. Para vingar-se o tirano humilhou publicamente a irmã de Harmódio. O ato gerou a fúria dos amantes que culminou no assassinato do tirano e a posterior execução dos heróis atenienses.

Manipuladores ou criadores de mitos,  aproveitaram um assassinato passional - motivado puramente nas paixões humanas - para criarem heróis que teriam realizado o sacrifício por um bem maior,  motivados pela liberdade de uma sociedade.


. Revolução Francesa - 1789
Para a maioria de nós, a Revolução Francesa soa como luta pela liberdade, a vitória do cidadão oprimido contra o déspota monárquico. E  a Queda da Bastilha sela o fim do sofrimento, da opressão e injustiça.
“Liberdade, Igualdade e Fraternidade” no grito máximo dos lideres revolucionários e uma de suas vozes mais famosas: Robespierre.

Continuando na linha do tempo, verificamos que após a queda da monarquia, o governo revolucionário impõe a Política do Terror onde as garantias civis são suspensas e o novo governo persegue e assassina seus adversários, sejam eles da nobreza ou não.  
Sob a liderança de Robespierre, o Grande Terror (terror apenas não era suficiente - precisava do grande) suprimiu a defesa e o interrogatório prévio dos acusados e em 6 semanas 1.376 suspeitos foram guilhotinados em Paris.

Durante o período de luta a liberdade foi tolhida, a fraternidade inexistente e a igualdade, se existiu, foi quando a guilhotina, a mando dos próprios revolucionários, desceu para Maximilien Robespierre.

Dez anos depois do começo da revolução, o seu final foi marcado pela subida ao poder de Napoleão Bonaparte, que mais tarde iria declarar-se imperador. Seu governo duraria 16 anos.

Trocaram um déspota da nobreza por um déspota revolucionário, pois Bonaparte fez parte ativa na Revolução Francesa.

Nós aprendemos a manipular verdades e criar mitos. Esses mitos não elevam nossos sentimentos e deixam o espírito subnutrido, gerando uma sociedade fraca e doente. Onde o lugar do indivíduo não esta bem localizado. Muitas vezes, nós sentimos como se não houvesse um lugar.


Por Cintia B. Silva