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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pinturas antigas e a presença de Ovnis

Diversas pinturas antigas apresentam figuras que nos fazem lembrar de objetos
voadores não identificados, talvez de origem extra-terrestre.

Apresento algumas dessas obras. Por alguns minutos desprenda-se do normal, do
óbvio, do pensamento lógico vigente. Arrisque-se.


       Anunciação a Maria com Santo Emídio - Carlo Crivelli - 1486
                 
Note o raio de luz que surge de um objeto no céu. O raio penetra o cômodo,
transforma-se ou transpassa uma pomba branca, símbolo do Espírito Santo e
atinge a cabeça de Maria.


O objeto seria uma formação de nuvens ou o artista representou algo descrito pelos
antigos? A resposta pode ser ... ambos. Continue lendo.


                               Exaltação da Eucaristia  - Ventura Salimbeni - 1600

Neste afresco de 1600, localizado na Igreja de São Lorenzo, em São Pedro - Montalcino
- Itália, um objeto curioso está localizado entre a Santíssima Trindade. Ele parece estar
deslocado no tempo, comparado aos outros elementos da obra.


Sua aparência lembra um satélite. Os especialistas dizem ser uma referência à esfera
celestial (um referencial imaginário fixo na Terra, utilizado para estudar o movimento dos astros).
Tudo bem... mas e as "antenas" e a saliência na parte inferior? Sobre as "antenas" não
encontrei nada. A saliência seria a Lua com o Sol acima, em amarelo.
Eu pergunto, por que a Lua parece projetada da esfera e o Sol não? Talvez seja a
representação de suas fases? Talvez... mas ainda estou pensando nas "antenas".


                     Madona e o Menino - atribuída a Sebastiano Mainardi - séc. XV
Museu Palazzo Vecchio - Florença - Itália
Observe a estranha figura acima do ombro da Madona. Observe também o homem
cobrindo os olhos e o cão, ambos olham para o objeto.
Para gente comum um ovni é visto. Para especialistas o objeto é uma nuvem de raios ou
nuvem de luz. A descrição desse tipo de nuvem está presente no evangelho apócrifo de
Tiago, na Natividade, em lugar do anjo, presente no evangelho de Lucas.
Uma pergunta que poderia ser feita. Como os antigos descreveriam um objeto voador
não identificado? Uma nuvem de raios ou luz. Seria uma resposta possível?


Coincidência ou convergência?

Qual nome os antigos dariam a um objeto voador de alta tecnologia? 
Uma nuvem de raios, nuvem de luz, vimana, shem, prato voador?
Quantos símbolos da realidade dos antigos apresentam-se hoje com outra roupagem?
Ou a roupagem não muda?
O simbolismo da nuvem foi utilizado, pois as nuvens sempre trazem algo? Trazem
sombra, chuva ou raios. E poderia trazer algo divino?


O importante não é a minha opinião ou a opinião deles. A real importância está em
como você percebe o mundo. A sua opinião é o que realmente importa.
Não canso de repetir: Abra sua mente, mas não ao ponto dela cair no chão.
A escolha é sempre sua.

A propósito, observe uma nuvem de luz. Esta é super atual, real e ainda um mistério.


Por Cintia B. Silva


Moscou - 07/10/2009





quarta-feira, 13 de julho de 2011

Manipulando a verdade



Para a sociedade contemporânea, nas vozes de alguns de seus intelectuais, os mitos são de pouca importância, pois não transmitem a realidade dos fatos. Na sua pior versão, eles seriam utilizados para manipular a massa inculta. Será?

. Primeiros heróis da liberdade e democracia grega - 500 a.c.
mítica - Harmódio e Aristogiton mataram o tirano Hiparco em 514 a.c., abrindo assim as portas para a democracia grega. Foram erigidas belas estátuas em homenagem aos tiranicidas.


Visto pelo ângulo da mítica ou observando as estátuas, os dois heróis deveriam possuir motivações políticas e sociais, visando com o assassinato do governante, obter liberdade e maior justiça ao povo de Atenas. Porém, se todos os detalhes forem conhecidos veremos a real motivação do crime.

Harmódio e Aristogíton eram amantes. Harmódio adolescente e Aristogíton provavelmente 30 anos. Harmódio recebeu propostas sexuais do tirano Hiparco. Propostas essas que o jovem rejeitou. Para vingar-se o tirano humilhou publicamente a irmã de Harmódio. O ato gerou a fúria dos amantes que culminou no assassinato do tirano e a posterior execução dos heróis atenienses.

Manipuladores ou criadores de mitos,  aproveitaram um assassinato passional - motivado puramente nas paixões humanas - para criarem heróis que teriam realizado o sacrifício por um bem maior,  motivados pela liberdade de uma sociedade.


. Revolução Francesa - 1789
Para a maioria de nós, a Revolução Francesa soa como luta pela liberdade, a vitória do cidadão oprimido contra o déspota monárquico. E  a Queda da Bastilha sela o fim do sofrimento, da opressão e injustiça.
“Liberdade, Igualdade e Fraternidade” no grito máximo dos lideres revolucionários e uma de suas vozes mais famosas: Robespierre.

Continuando na linha do tempo, verificamos que após a queda da monarquia, o governo revolucionário impõe a Política do Terror onde as garantias civis são suspensas e o novo governo persegue e assassina seus adversários, sejam eles da nobreza ou não.  
Sob a liderança de Robespierre, o Grande Terror (terror apenas não era suficiente - precisava do grande) suprimiu a defesa e o interrogatório prévio dos acusados e em 6 semanas 1.376 suspeitos foram guilhotinados em Paris.

Durante o período de luta a liberdade foi tolhida, a fraternidade inexistente e a igualdade, se existiu, foi quando a guilhotina, a mando dos próprios revolucionários, desceu para Maximilien Robespierre.

Dez anos depois do começo da revolução, o seu final foi marcado pela subida ao poder de Napoleão Bonaparte, que mais tarde iria declarar-se imperador. Seu governo duraria 16 anos.

Trocaram um déspota da nobreza por um déspota revolucionário, pois Bonaparte fez parte ativa na Revolução Francesa.

Nós aprendemos a manipular verdades e criar mitos. Esses mitos não elevam nossos sentimentos e deixam o espírito subnutrido, gerando uma sociedade fraca e doente. Onde o lugar do indivíduo não esta bem localizado. Muitas vezes, nós sentimos como se não houvesse um lugar.


Por Cintia B. Silva